
A Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda revisou a projeção de crescimento da economia para 2026, cortando de 2,4% para 2,3%, e elevou a estimativa de inflação para o mesmo período. As informações são da agência Reuters.
A revisão indica que o Produto Interno Bruto (PIB) deve avançar 2,3% em 2026, abaixo da projeção anterior. Já a estimativa para 2025 foi ajustada de 2,2% para 2,3%. No caso da inflação, a estimativa para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo passou de 3,5% para 3,6% no ano.
Impacto das Despesas com Benefícios Sociais
A secretaria alertou que a trajetória de aumento dos gastos com benefícios sociais pressiona o arcabouço fiscal e impõe desafios às regras de controle das despesas. As despesas com o Benefício de Prestação Continuada (BPC) devem subir de R$ 127 bilhões em 2025 para R$ 300 bilhões em 2035.
A expectativa é que os gastos com o benefício superem os do Bolsa Família a partir de 2028. Na Previdência Social, a projeção é de que a despesa federal passe de R$ 1 trilhão em 2025 para R$ 3,4 trilhões em 2035.
O Que isso significa para o futuro
O governo está comprometido em formular e aprovar medidas de contenção para mitigar os desafios relacionados à sustentabilidade das regras fiscais. O secretário de Política Econômica, Guilherme Mello, afirmou que as políticas sociais em vigor têm cumprido seus objetivos, contribuindo para a redução da desigualdade e a melhora dos indicadores do mercado de trabalho.
Conclusão objetiva resumindo os pontos principais e o que esperar a seguir.